segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A volta da TV







Atualmente existem vários jeitos de passar o tempo, por mais que a gente reclame do tédio frequentemente, convenhamos. Computador, jogos, mac, câmeras, ipads, ipods, iseiláoquê. Felizmente, com o avanço absurdo da tecnologia na última década ,temos várias maneiras de nos distrairmos. Mas quero chamar atenção para um meio de entretenimento que voltou com toda a força agora (sim!) apesar das inovações que não param de pipocar todos os dias : a televisão. Atire a primeira pedra quem nunca passou, nem que seja um tempo mínimo de sua infância, sentado(a) no sofá vendo Xuxa, Gente Inocente (pois é), Eliana, Tom e Jerry, Coragem o cão covarde, O laboratório de Dexter, Pica-Pau, As meninas super poderosas, etc. A televisão é um modo de entretenimento que, por mais que apareçam vários outros modelos de aparalhos eletrônicos e afins,terá sempre um espaço especial na vida de todos. Ela sempre esteve presente em nossas vidas, em todas as etapas, pelo menos no que diz respeito a nossa geração e as gerações seguintes. É impossível relembrar de nossa infância sem lembrar daqueles desenhos que faziam nosso dia. Então crescemos e nossos gostos mudaram, derrepente as maldades do Macaco Loco não nos espantavam mais, pica pau ficou tão bobo que sua risada virou motivo de piada( ou de funk, como preferirem), novos desenhos foram chegando e mesmo assim, nenhum deles chamava nossa atenção mais, começamos a deixar a televisão de lado, substituindo ela pelos computadores que começaram a ser generalizados ( é, tem gente que não tem geladeira, mas tem um computador.Observem). Então, apesar de crianças continuarem se divertindo com desenhos, nossa geração não ligava mais para a TV, que passou a ser tão sem graça. Mas, de uns tempos pra cá, este aparelho tão ''velho e ultrapassado'' começou a fazer parte do nosso cotidano novamente. Não me refiro aos novos modelos de televisão, as super finas com imagem HD. Me refiro ao conteúdo. Apesar do público alvo do Faustão continuar sendo , em sua grande maioria, velhinhas - que-tricotam- depois-de-dormir-o-domingo-inteiro-com-uma-xicara-de-chá-do-lado, há um programa que roubou a audiência da globo: Pânico na Tv. Ele já existe a algum tempo, mas ao contrário de outros, de uns tempos pra cá resolveu atingir o público-alvo mais difícil de agradar, porém o público que é, indiscutivelmente, o mais dedicado e fiel no que diz respeito em trazer a maior audiência possível, em divulgar melhor o programa por meio de redes sociais :os jovens( Casseta e Planeta e afins, já eram ultrapassados demais para suas mentes). E o programa conseguiu o que buscava. Em questão de poucas semanas, tornou-se um dos , se não O, programa mais popular entre os jovens, entre o Brasil.Outro exemplo claro, são séries. A cada 10 adolescentes, garanto que 8 vêem alguma série. E hoje em dia tem para todos os gostos, vamos combinar. Quer ver só? Se você está um pouco pra baixo e quer dar boas risadas é só ver Friends, The Big bang Theory, Two and a half men, The new adventures of old christine,Better with you, Mike &Molly, Skins, The Middle, whatever. Se você quer ver séries mais sérias, com assuntos menos engraçados é só dar uma olha em Greys Anatomy, House, ER, Brothers &Sisters. Se você quer algo que envolva mais ação e raciocínio é só ver Dexter Law & Order, Lost , Cold Case, Fringe, CSI, etc. Se você quer algo que envolva ficção e/ou suspense pode assitir Supernatural, The Vampire Diaries, Smallville, True Blood. Somos privilegiados por possuirmos tantos meios de comunicação e entretenimento hoje em dia e acho que temos que desfrutar um pouco de todos. Podemos ao invés de focar em uma coisa só, como passar horas no computador, aproveitarmos tudo. Experimente, apesar do computador ser importante, dar mais atenção para a tv, o computador é importante mas na tv vocês vão encontrar coisas interessantes também. Sei que hoje em dia é possível baixar todos os programas pelo computador, mas é muito mais agradável ver com os amigos, em um sofá do que ver sozinho, com o olho vidrado no computador durante horas! Mas com moderação, sair com os amigos e a família, ler um livro, ou fazer algum esporte são coisas indispensáveis também em nossas vidas, mas isso já é assunto para um outro post.






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sábado, 11 de dezembro de 2010

We're the young, we're alright.


Em um sábado a noite, num momento de profundo tédio na internet me peguei lendo uma matéria cujo assunto era '' Seis razões para não levar Fiuk a sério'' feita pela revista Veja. Estava muito empolgada, o jornalista estava fazendo uma crítica excelente, nossas opiniões estavam em perfeita sintonia até que me deparei com a seguinte frase : [...] ''Adolescentes são verdes. Não estão preparados para tecer discursos articulados sobre o mundo. Que digam suas falas e trejeitos.'' Antes de tudo, vou deixar claro que não gosto de Fiuk e muito menos de seu trabalho como pseudo ator/músico. Mas o texto estava desprezando ele pelo fato de ser , ou pelo menos ter jeito de, um adolescente. Então foi ai que eu fiquei irritada, de verdade.


Não simpatizo com esses jornalistas carecas de 54 anos, óculos preto quadrado, que tem uma esposa que só usa batom vermelho e 3 filhos na faculdade. Pode parecer ridículo, mas de verdade nao simpatizo mesmo. Primeiro porque eles acham que ser um bom jornalista é criticar sempre! Mas não são críticas construtivas, eles criticam os novos modelos de tomada, o novo restaurante tailandês o modo como a secretária grampeia os papéis e, principalmente, QUALQUER coisa que está na moda. Porque aos olhos destas pessoas, nada que esta na moda presta. Apesar de realmente a maioria das coisas que está na moda hoje em dia de fato não prestar, não são todas (não estou defendendo o Fiuk, eu acho que ele não presta). E quando eles já criticaram tudo e todos, eles começam a procurar defeitos desesperadamente e acabam julgando algo sem ter um fundamento.


Desde que mundo é mundo, a humanidade insiste em deixar claro: adolescentes são chatos. Confesso, que realmente somos as criaturas que estamos passando pela fase mais rabugenta mas isso não quer dizer que somos os piores! Isso não quer dizer que temos que ser esquecidos, enganados. Isso não quer dizer que não somos inteligentes ou capazes. Somos tão capazes quanto qualquer outro ser humano. Mas muito gente ainda insiste em nos tratar como alienígenas. A juventude pode ter seus defeitos, como qualquer outra etapa da vida, mas temos qualidades preciosas que você não irá achar nunca mais ao longo de sua vida. Somos revolucionários. Os jovens tem uma capacidade absurda de mudar o que não o agrada, ou o que é ruim aos olhos da sociedade. Nós expressamos isto através da roupa, modo de agir, modo de falar (não sei o que as pessoas adeptas ao estilo ''colorido'' pretendem com isto que estão fazendo, mas paciência).

Este jornalista da Veja que escreveu essa frase pode até ser esperto, pois ele sabe como causar polêmica. Mas prepotência não leva a lugar algum. E se ele por um momento pensou que seria tachado como inteligente por subestimar a capacidade dos jovens de se expressarem , está estupidamente enganado. Porque verde é ele que já em sua fase adulta, ainda tem muito o que amadurecer, e acima de tudo APRENDER, a respeito de até que ponto vale a pena ser medíocre.

Beijos aí.


''Listen!

We've got a situation

They're always putting us down

We're the generation

Can't keep us underground.'' (We are the young - McFly)

domingo, 14 de novembro de 2010

Paul McCartney no Brasil.






Outubro, mês tão importante em minha vida. Neste mês aconteceram várias coisas extraordinárias para mim ao decorrer dos anos, e em 2010 não poderia ser diferente: algo tinha que acontecer. Era uma manhã ensolarada quando liguei o computador antes de ir pra escola, como de costume. Visitei os sites que costumo visitar, e por curiosidade dei uma olhada na comunidade do Paul McCartney no orkut(para quem não sabe, Paul foi o baixista da banda The Beatles, integrou a banda The wings e tem em sue histórico uma carreira solo brilhante) e quase tive um colapso quando eu vi o assunto mais falado no fórum: Paul no Brasil.
Os Beatles são como pais pra mim.Desde sempre eu escuto suas músicas, minha mãe tocava músicas deles no violão quando estava grávida de mim. Beatles é minha essência, não consigo imaginar o que seria minha vida sem suas canções. Eles fizeram, e fazem, parte de todos os momentos da minha vida e seria desnecessário afirmar que eles são a banda mais genial que a história da humanidade já viu.
Enfim, quando vi aquela notícia de que o Paul estaria vindo para o Brasil em novembro para três shows, um em Porto Alegre e dois em São Paulo eu simplesmente enlouqueci em dois sentidos. Um: o Paul estaria no mesmo território nacional que eu, era uma chance única na vida de eu realizar o sonho pelo qual esperava a muito tempo. Dois: ele não faria show no meu estado. Isso me preocupou seriamente, e por uns dias eu pensei de fato que estava tudo acabado, eu não poderia ver ele.
Mas aí, no dia seguinte, descobri que a venda de ingressos começaria na próxima semana. E o pãnico tomou conta de mim. Tinha que convecer meus pais de que eu tinha que ir naquele show, pois era sua última turnê e eu precisava ver um beatle vivo. Preparei todos os meus melhores argumentos, respirei fundo, e fui falar direto com a pessoa que é fanática pelo Paul: meu pai. Fiz um dos discursos mais bonitos da minha vida e consegui: eu ia no show do Paul McCartney em São Paulo. A alegria que senti naquele dia foi sem tamanho, estava muito emocionada.
Mas então, alguns dias depois, perto da abertura da pré venda, eu descobri que os shows de São Paulo caíriam exatamente no mesmo dia da minha viagem de formatura. E foi a pior desilusão da minha vida, lembro que deitei na cama e chorei compulsivamente. Achei que minhas chances estavam acabadas, mas aí eu me lembrei: teria ainda um show em Porto Alegre. E, naquele momento, tudo pareceu tão certo que não teria erro: eu definitivamente iria ver o Paul, custe o que custasse.
Apresentei a ideia pro meu pai e ele ficou hesitante inicialmente pois os gastos seriam extremamente maiores, mas ele foi bastante compreensível e viu o quanto aquilo era importante em minha vida. Então, nossos planos mudaram e eu agora iria ver o Paul em Porto Alegre. Fiquei muito empolgada mas ainda não poderia comemorar plenamente pois a parte mais tensa de todas ainda estava por vir: conseguir os ingressos.
Alguém tem noção da quantidade de fãs que um beatle tem no Brasil, no mundo? Alguém tem noção de como ele é maravilhoso e de como sua música é essencial para as pessoas? E por fim, alguém tem noção da dificuldade que é conseguir um ingresso para um show de uma lenda viva? Pois é.
No dia 12 de outubro, pontualmente as oito da manhã, estava fazendo plantão desde madrugada na internet para a abertura dos ingressos pro show de Paul McCartney. Como se não bastasse toda a dificuldade que teria que enfrentar, 70% dos ingressos já tinham sido vendidos na pré venda o que tornava as coisas muito mais complexas. Mas eu estava lá na coragem, não ia desistir sem ao menos tentar.
Quando o link no site foi aberto, meu coração disparou de tal maneira, a tensão martelava em minhas veias e eu não conseguia piscar os olhos. Eu achava que não ia conseguir, afinal, milhões de pessoas estavam tentando junto comigo. Mas eu fui a escolhida, a sorte estava ao meu lado. Conclui minha compra, dia 7 de novembro estaria dentro do estádio do beira Rio a muitos e muitos quilômetros de distância vendo, ouvindo e sentindo Sir Paul McCartney. O que senti naquele momento foi indescritível, foi a melhor sensação do mundo. Jamais tinha me sentido tão completa, tão realizada, tão feliz.
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07 de novembro, as sete horas da manhã, entrei no carro a caminho do aeroporto e eu nunca estive tão acordada a uma hora daquelas. Tudo parecia um sonho e eu não estava acreditando naquilo. Depois de alguns problemas com atrasasos de vôo, consegui embarcar rumo a Porto Alegre. Era a pessoa mais radiante daquele avião, a felicidade que eu sentia era contagiante.

Porto Alegre não podia estar mais linda. A cidade onde floreciam ipês roxos em todos os cantos e o céu estava em um tom de azul jamais visto iria, naquela noite, receber um dos maiores gênios da música. Fui para a bilheteria do estádio, que já estava com milhares de pessoas aglomeradas em volta debaixo de um Sol escaldante, pessoas que já estavam lá a semanas. Quando toquei naquele ingresso senti como se tudo pudesse ser possível a partir daquele momento, podia morrer feliz, eu era uma pessoa imensamente privilegiada. Eu simplesmente sentei na calçada e chorei de felicidade porque estar ali foi a maior alegria da minha vida, eu ia ver um beatle.
Fui para o supermercado, comprei algumas coisas para comer depois do show e fui para o hotel descansar. Dormi durante horas, e foi o melhor sono da minha vida: estava em êxtase. As 17:00 horas fui para o estádio Beira-Rio... que estava a visão do inferno. Havia seis filas quilométricas para cada portão, pessoas passando mal, pessoas gritando, não havia uma pessoa para orientar nada, estava um caos. Muitas pessoas comentaram que não conseguiríamos entrar e eu entrei em pânico, chorava tanto que uma moça da produção saiu do backstage para vir falar comigo, e se não fosse ela para secretamente dar a dica de que devíamos entrar por outro portão, iriamos ficar do lado de fora ou chegar dois minutos antes do show começar, como aconteceu com uma quantidade absurda de gente. Confesso que tive que ser completamente cara de pau para poder pegar um lugar decente: furei a fila discretamente com um grupo de torcedores do Inter e quando passei pela roleta e entrei no estádio, eu não podia acreditar. Tinha caído a ficha.

Consegui um lugar muito bom, de frente para o palco, com uma visão perfeita dos dois telões. O crepúsculo caía sobre a cidade, um dj estava no palco tocando músicas maravilhosas, havia um mar de pessoas na minha frente e no final, o palco mais gigantesco que já vi. Acima de nós, apenas um céu claro, onde surgia as primeiras estrelas. Um ventinho fresco soprava, fazendo a emoção aumentar cada vez mais. As luzes começaram a ser testadas e a multidão gritava, ansiando por ver Paul. Melhor impossível.
As 21 horas daquela noite fatídica, Paul entrou no Palco acenando e fazendo coração para aquele povo brasileiro que ele tanto ama. As 70 mil pessoas ali presente deliraram, todas emocionadas por estar vendo um beatle. Netos abraçavam avós, pais abraçavam filhos e filhas, amigos comemoravam juntos, a alegria era absoluta. O que aconteçeu nas próximas três horas, é impossível de descrever e cada tentativa minha vai ser inútil. O que eu senti nada nesse mundo paga, tem um valor inestimável. Só que estava lá é que pode entender, cada grito, cada pulo, cada lágrima, cada suor, cada dinheiro gasto para estar ali, TUDO tinha valido incrivelmente a pena porque o que presenciei não é para qualquer um e muito menos é algo que haja palavras no dicionário para descrever. Eu só gostaria de agaradecer imensamente ao meu pai por ter acreditado em mim e me compreendido como nenhum outro pai faria e acima de tudo, muito obrigada por ter transformado meu maior sonho em realidade. Obrigada também a Sir Paul McCartney, o maior compositor e o melhor músico de todos os tempos. e que ele ainda fique por muito tempo entre nós, nos emocionando com suas músicas, que são únicas. No final, só me restaram fotos, vídeos, grama do Beira Rio dentro de um saquinho, bandeiras e camisas. Mas o mais importante é que isto está gravado em minha memória, para eu jamais esquecer.

Setlist:
Venus and Mars” / “Rock Show”
“Jet”
“All My Loving”
“Letting Go”
“Drive My Car”
“Highway”
“Let Me Roll It”
“The Long and Winding Road”
“Nineteen Hundred and Eighty-Five”
“Let ‘Em In”
“My Love”
“I’ve Just Seen a Face”
“And I Love Her”
“Blackbird”
“Here Today” (Homenagem a John Lennon, não enxergava nada de tanto que chorava, pensando em como seria incrível se John ainda estivesse vivo)
“Dance Tonight”
“Mrs Vandelbilt”
“Eleanor Rigby”
“Ram On”
“Something”
“Sing the Changes”
“Band on the Run”
“Ob-La-Di Ob-La-Da”
“Back in the USSR”
“I’ve Got a Feeling”
“Paperback Writer”
“A Day in the Life” / “Give Peace a Chance”
“Let It Be” ( Linda, linda, linda. Nunca mais vou apagar da minha mente a imagem de 70 mil pessoas com seus isqueiros acesos, cantando com a voz embargada uma das maiores músicas de todos os tempos)
“Live and Let Die” ( Foi uma superprodução, muitos fogos, explosões, luzes, não poderia ser mais fantástico)
“Hey Jude” (Sobrenatural)

Bis
“Daytripper”
“Lady Madonna”
“Get Back”

Bis 2
“Yesterday” ( Foi a coisa mais surreal que um ser humano poderia ver)
“Helter Skelter”
“Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band” / “The End”

Terei orgulho de contar isso para os meus netos. Vou fazer questão de que esta beatlemania seja passada de geração em geração, até o fim. Todo ser humano tinha que ter a oportunidade de ver o que eu vi. Sete de novembro de dois mil e dez, que este dia seja eternizado em nossas memórias e em nossos corações.

xx


''Times like these i'll never forget''

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

All you need is love, love is all you need.





''O que você quer ser quando crescer?''. Fala a verdade, a gente vive em um mundo onde as pessoas tem a necessidade de perguntar isso a todo instante. E, inconscientemente, essa pergunta fica ecoando em nossa mente, como uma cobrança ameaçadora. Então eu andei pensando em qual profissão de fato eu poderia ser. E cheguei a conclusão de que, nenhuma faculdade me agrada plenamente.É, foi exatamente isso que você leu.

Médicos, engenheiros, advogados, professores, dentistas, historiadores, biólogos. Tantas profissões bonitas, com valores bonitos, assuntos diversos. Profissões nobres, profissões que exigem de você uma cara horária de estudos maior, outras menor. É uma variedade incrível, e com esta informação podemos concluir que, óbvio, que existem profissões o suficiente para agradar a todos. Mas eu não penso assim.



Se me perguntarem: ''Anna, como você se vê daqui a uns 15, 20 anos ?''. Eu não me imagino e um escritório, ou nos corredores de uma empresa, analisando papeladas ou participando de reuniões. Não me imagino em congressos, em salas de aula, em laboratórios de pesquisa, em faculdades. Não me imagino vestindo uma roupa formal, com um óculos na ponta do nariz , recebendo telefonemas do trabalho. Definitivamente, não.

Eu me imagino em um palco.

Sim, pode parecer patético e estranho para a maioria mas é este o lugar que eu sempre sonhei em estar. Não quero ter que sentar na frente do computador para escrever relatórios, quero sentar na minha cama com meu violão para escrever músicas em um pedaço de papel. Não quero usar uniformes, quero usar minha calça Jeans, meu All Star e uma blusa de uma banda dos anos 60. Não quero viajar para dar palestras, e sim para divulgar minha música da melhor maneira possível ao redor do mundo. Eu quero ser uma profissão que exige de você amor. E somente isso. Claro, todas as profissões envolvem o fato de você amar elas ou não. Mas se você não gostar e esforçar, ir bem nas provas e nos concursos, você alcança o seu objetivo. Eu não quero depender de provas, eu quero sair com meu violão embaixo do braço, um sonho de infância no coração e um brilho confiante no olhar para mostrar meu talento pra quem quiser ouvir. Eu quero viver de música.

Não é uma coisa fácil, você tem que se aperfeiçoar,você tem que lutar e acima de tudo, não desistir. Mas quando você nasce com um dom, na minha opinião, você não nasceu com este dom a toa. Você tem que usar ele.

Eu quero sentir a emoção de pisar em um palco, tocar aquela música que sempre ficou equecida no fundo da gaveta , olhar para o rosto de cada um ali presente, e ouvir todos cantando ela com intensidade, uns se emocionando, outros não. Quero sentir a sensação de poder ver e ouvir as pessoas se identificando com o que eu escrevo e toco, quero poder gravar cds e bota-los para tocar no carro quando for viajar. Eu quero sentir música, da cabeça aos pés. Eu não sei quanto tempo isso vai demorar pra acontecer, não sei dos obstáculos que vão estar em meu caminho. Mas quando temos um sonho, acredite: vale a pena acreditar nele, porque você tem a capacidade de realizá-lo independentemente se a sociedade dizer ao contrário. E se tem uma coisa nessa vida que tenho certeza absoluta é : eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou conseguir. Até onde você iria pelo seu sonho ?

xx

''Cuidado com o que você deseja, porque você pode conseguir'' ( Pussycat Dolls- When i grow up )

terça-feira, 12 de outubro de 2010

John Winston Ono Lennon
















Liverpool, 09 de outubro de 1940. Parece uma data comum, em algum lugar antigo em um tempo distante, onde as tvs ainda eram em preto e branco. Pode parecer mais um dia apagado, onde a típica chuva inglesa caía delicadamente sobre as casas. Pode parecer mais um fato insignificante decorrido de um motivo que o tempo consumiu. Mas não. Não nesse dia.

Nascia assim John Lennon, filho único. Um menino que teve uma infância e uma adolescência um pouco conturbada , mas nada que pudesse ser considerado grave. Levava uma vida aparentemente normal, como qualquer britânico da época. Porém, ele destacava-se por esbanjar alento de todas as formas possíveis, pelo olhar, pelas atitutes. Desenhava, fazia mímica mais acima de qualquer habilidade, ele tinha um dom: fazer música. Sim, habilidade é diferente de dom, principalmente quando falamos de talento musical. Cada um nasce com um dom específico, é algo sem explicação mas de alguma forma aquilo faz parte de cada centímetro de nosso ser, de cada célula de nosso corpo, de cada respiração dada em seu tempo de vida. E inconscientemente aquela pessoa não carrega este dom a toa, ela veio a Terra com a missão de utilizar esse dom de todas as formas possíveis e impossíveis. John não era uma exceção.

Sua mãe subestimou seu talento e seus sonhos incialmente porém John não desistiu. Criou uma banda em 1956 chamada ''The Quarrymen'' e a partir dai, por meio de um amigo, conheceu Paul McCartney. Estava feita a dupla mais extraordinária da história da humanidade. O resultado disso, todos já sabem, foi os ''The Beatles'' a banda mais extraordinária de todas que, após mudanças,recebeu dois membros definitivos: Ringo Star e George Harrison.
Paul, Ringo e Geogre sempre foram músicos exemplares, e mereçem todo meu carinho, respeito e admiração. Porém John ia além. John possuia valores raros, pensamentos que iam além de letras para uma banda de rock. John sempre teve algo a mais, bastava olhar para seus olhos serenos, nem que por alguns segundos, e você poderia enxergar a alma mais doce e bondosa.
Sempre foi uma pessoa que lutou pelos direitos humanos e mais que tudo, pela paz. Fez movimentos, greves, protestos, participou de todos os tipos de eventos para tentar fazer o mundo perceber o quão estúpido é brigar, provocar guerras ou qualquer outro meio de violência. John fez milhares de pessoas enxergarem uma luz no fim do tunel, John mobilizou meio mundo para lutar junto com ele pela paz, John deu uma razão para as pessoas acreditarem. John não precisava de dinheiro, de carros caros ou roupas de marcante. Ele deixava explícito para quem quisesse ver e ouvir que ele, e todos nós, só precisamos de paz. E não há nada mais certo do que isso.
Por mais que a mídia insista, jamais haverá alguém que substitua aquele homem que completaria 70 anos esta semana. Magrelo, sarcástico, de óculos pequeno e redondo, olhos profundos, voz bem-humorada,algumas vez com barba, outras sem. Algumas vezes de roupas estranhas, outras vezes arrumado. Mas acima de tudo nada subsituirá aquele homem que, até os últimos segundos antes dos três tiros lhe tirarem a vida, lutou por um mundo digno de uma forma tão dedicada, de uma forma que nenhum outro ser humano jamais teria a coragem de entregar seu coração, de forma tão generosa, de forma tão justa. De uma forma maravilhosa que só a música poderia expressar, com toda sua inocência e intensidade. John espalhou valores insubstituíveis por todos os cantos do mundo, uniu pessoas, mudou a vida de todos através de suas canções que transmitiam explicitamente seu amor incondicional pela música. John tinha vontade de viver e utilizou seu tempo nesta vida da melhor forma possível, fazendo o necessário para que sua mensagem ficasse presente na vida de todos eternamente. E hoje, 30 anos depois, posso afirmar com orgulho: ele conseguiu. Meu exemplo, meu herói.

Imagine there's no heaven Imagine não haver o paraíso
It's easy if you try É facil se você tentar
No hell below us Sem inferno abaixo de nós
Above us only the sky Acima de nós, apenas o céu

Imagine all the people Imagine todas as pessoas
living for today Vivendo para o hoje
Imagine there's no countries Imagine que não há nenhum país
It isn't hard to do Não é difícl de imaginar
Nothing to kill or die for Nenhum motivo para matar ou morrer
And no religion too E nem religião, também

Imagine all the people Imagine todas as pessoas
Living life in peace Vivendo a vida em paz

You may say, i'm a dreamer Você pode dizer que eu sou um sonhador
But i'm not the only one Mas eu não sou o único.
I hope someday you'll join us Espero um dia que você junte-se a nós
And the world will be as one E o mundo vai ser como um só.
Imagine no possessions Imagine que não há posses
I wonder if you can Eu me pergunto se você consegue
No need for gree or hunger Sem a necessidade de ganância ou fome
A brotherhood of man Uma irmandade dos homens

Imagine all the people Imagine todas as pessoas
Sharing all the world partilhando todo o mundo.

You may say, i'm a dreamer Você pode dizer que sou um sonhador
But i'm not the only one Mas eu não sou o único
I hope someday you'll join us Espero que um dia você junte-se a nós
And the world will be as one E o mundo vai ser como um só.
(Imagine )
Não vamos deixar que isso morra.
John Winston Ono Lennon : 1940 -1980.



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

My generation is zero.




Pode parecer papo de tio velho e chato, mas uma coisa que é impossível negar: a nossa geração, de longe, é a mais alienada de todas. Para muitos, tudo está muito bom, a maioria até fala ''Ainda bem que eu nasci nessa época, onde já existe computador'' e coisas do tipo. Mas na minha opinião, tá tudo errado, uma bosta.

Posso começar citando um exemplo CLARO: os gêneros musicais adorados por 80% da população brasileira. Funk, pagode, sertanejo universitário e seus derivados. Acima de tudo, devemos respeitar os gostos de cada um, mas sinceramente: uma geração que prefere escutar uma música sem melodia alguma que só fala ''A novinha tá que tá nhénhénhénhé [...]vai sentar'' ao invés de escutar uma bossa nova, ou um samba, ou um rock, o que seja, é uma geração definitivamente perdida. A música diz tudo sobre quem a escuta, então podemos concluir que atualmente existe mais pessoas,hum, de cérebro estupidamente limitado. As pessoas não têm mais noção do que é a definição de ''Música''. Virou algo generalizado, banal. As pessoas confundem música com barulho. Em que mundo estamos, francamente ? Pega, sei lá, ''Let it be'' dos Beatles e compara com QUALQUER música popular da atualidade. Não tem comparação, as pessoas nos anos 60, 70, 80 ou 90, whatever, tinham maior noção do que valia a pena escutar. Mas o pior não é isso, o pior são as pessoas que insistem de um jeito insuportavelmente chato que, Luan Sant'Anna é melhor que JustÊn Bieber que é melhor que Restart e vice versa. PELO AMOR DE DEUS, é tudo a mesma porcaria O_O

Um segundo item aterrorizante a respeito da nossa geração são os valores. Ok, gente maluca, maconhada, vulgar vai existir em qualquer lugar do mundo, em qualquer época. Mas na nossa geração, isso está sendo assustadoramente generalizado. As pessoas são fortemente manipuladas pela mídia portanto não possuem personalidade, garotas de 12 anos acham legal ficarem bêbadas na rua pagando vexame como se tal feito fosse fazer esta pessoa alguém melhor, alguém de destaque no seu círculo social medíocre. Se beber e se drogar fosse bonito não destruia vidas diariamente. As meninas de hoje em dia não possuem limite algum, saem com shorts que deixam metade da bunda de fora, acham que uma roupa de marca ou o carro do ano vai fazer delas alguém melhor, repetem de ano, ficam sem comer para poderem emagrecer, ficam com 10 garotos em cada festa, acham lindo gritar palavrões, ter filho cedo e se jogar em cima de qualquer pessoa do sexo oposto. Sinceramente, COMO alguém consegue achar isso bom de alguma forma ? Esses jovens ( e muitas vezes, adultos) de hoje em dia não estão conseguindo enxergar que eles estão se afundando cada vez mais. E quando eles estiverem no fundo do buraco, os que foram julgados ''caretas'' vão acenar para eles lá de cima com um sorrisinho no rosto. Ah, se vão.

Um terceiro ítem importantíssimo é: amizade. Eu estou muito preocupada, mas MUITO mesmo. Posso até falar que estou com um pouco de medo. Hoje em dia, a definição de amizade para as pessoas é: alguém que vá para o shopping comigo comprar roupas, que vai em to-das as festas comigo, que desenrola aquele menino(a) lindo(a) pra mim, que também fica com metade dos(a) garotos(a) da escola, que é minha(o) companheira(o) de cola, que dança funk comigo no banheiro, que sempre está comigo na praia para exibir seu corpo, sempre está comigo nas ''besteiras'' tipo, andar de moto escondido, comprar bebida e se drogar na casa de fulano(a). Amizade é zelar pelo outro, é dar uma bronca quando ver que aquela pessoa está entrando em uma fria, é comemorar com a mesma intensidade seus momentos de felicidade, é compartilhar segredos, é ajudar nos momentos em que a vida for mais cruel, é acima de tudo, algo raro, que não se acha em qualquer esquina, nem em qualquer festinha. Amizade que é amizade nunca acaba, mesmo quando você não for mais a sensação da festa. Sinto lhe informar, mas aquela menina que você conheçe a três dias e que já diz que a ama por depoimentos no orkut, NÃO te ama e muito menos é sua amiga. Você é popular? Que legal, eu tenho amigos.

Não sou hipócrita, e posso afimar com absoluta certeza: não estou julgando minha geração a toa, como se eu não fizesse parte dela. Eu simplesmente não me encaixo em nenhum dos três ítens citados. É triste, mas eu tenho vergonha do mundo em que vivo, onde pessoas matam cachorros porque não combinam mais com a decoração da sua casa, onde pessoas ostentam luxo e riquesa mas por trás dos quilos de maquiagem e jóias caras, existem pessoas sem um pingo de dignidade, pessoas pobres de espírito. Eu preferiria viver em uma época sem computador onde pelo menos existira cérebros por trás do lugar que hoje em dia só é importante para fazer chapinha.

Tirem as conclusões que quiserem.
Falo mesmo.

xx

''The planet is fine, the people are fucked''.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dúvidas.


''Será que devo levar essa camisa ou a outra ?'', ''Devo repetir ou não ?'', ou não ?'', ''Compro ou não compro?'', ''Divido ou não divido ?''... Essas e tantas outras perguntas, fazem parte da vida de todo ser humano. Dúvidas. Não vivemos sem elas, temos milhões em nossas cabeças. Umas conseguimos desvendar, outras morrem com a gente. Mas quando a dúvida em relação a algo que envolva amor... aí é bem mais complicado do que o normal, é mais difícil de resolver do que uma equação de física usada por astrônomos bem conceituados. É complicado demais. Mas no final tudo fica fácil. E increvelmente claro.


''[...] Os pingos de chuva escorriam de uma forma sincronizada no vidro da janela embaçada daquele quarto. As nuvens estavam cinzentas como de costume, mas naquele dia elas pareciam estar bravas, esperando uma oportunidade para lançar novos pingos de chuvas furiosos. Ou talvez seriam lágrimas de tristeza. Mas nuvem não chora. Então, sentada naquela poltrona azul clara, pela primeira vez eu percebi. Percebi que a natureza estava chorando por mim. Mais uma vez. [...]''

[...]'' Ficar com o coração despedaçado no chão de madeira fria não é nada se comparado a confusão que fervilhava dentro de mim. '' Contar ou não contar ?'', eis a questão. Ele era meu melhor amigo desde que me entendia por gente, não podia quebrar aquela ponte tão forte e bonita que nos unia. Mas ao mesmo tempo aquele sentimento precisava ser libertado de algum jeito, em alguma hora de um misterioso dia. O que veria a seguir ? Não fazia a mínima ideia, mas naquela manhã fria onde os pinheiros dançavam ao som da brisa matinal, eu percebi que era corajosa. Porque eu abriria aquela porta e sairia para o vento cortante, apenas para deixar que meus lábios exprimam aquilo que chamei de amizade durante anos. Mas que na verdade nunca foi. Podia não saber quais eram seus sentimentos, mas eu pertencia a ele. E ele, inconscientemente pertencia a mim.

Abri a porta.[...]''


Trecho do livro '' Névoa'', escrito por mim .


Se você tem alguma dúvida difícil que precisa encarar em sua vida, não hesite: faça aquilo que seu coração mandar, não importa as circunstâncias, as pessoas e o que elas dizem. Vai ser complicado, mas vai valer a pena.


Ah, vai.


xx

'' A cold and frosty morning, there's not a lot to say about the things caught in my mind.'' ( Oasis- Don't go away)